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quarta-feira, 12 de setembro de 2012
Othomania: Happy Hour Open Bar
Abraços
terça-feira, 23 de agosto de 2011
Beer Experience
Sábado passado, 20 de agosto, participei do Beer Experience, no shopping Frei Caneca, em SP capital. Foi um encontro de apaixonados por cerveja em um ambiente que oferecia mais de 140 rótulos, segundo estimativa do Alan Gregor Sene, um dos organizadores.
O que mais gostei no evento foi a enorme quantidade de gente nova (leia-se nova na atividade) degustando e procurando conhecer sobre o universo da cerveja. Isso mais é um retrato do nosso mercado, em franca expansão.
Parabéns aos organizadores e aos expositores que apostaram na nova proposta e abrilhantaram o evento com excelentes exemplares. Valeu pela Experiência!
Acerva Paulista anuncia a sede e estilos do Nacional 2012!
finalmente foi decidido a sede e os estilos que serão analisados no 7º Concurso Nacional de Cevejas Artesanais. Este ano ficou a cargo dos Paulistas organizarem e, para ser democrático, foi aberta uma voltação da sede e dos estilos. Segue a repotegem no site da Acerva Paulista
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Tributação
Dados do IBGE mostram que, desde janeiro de 2009, a cerveja subiu 17,3% - acima da inflação do período, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Cosumidor Amplo (IPCA), que foi de 12,3%.
Com a nova tabela, os preços das cervejas poderão ser repassados aos consumidores, dependendo da decisão de cada empresa. Essa medida pode trazer um aumento de 15% no preço dos produtos na prateleira.
terça-feira, 31 de maio de 2011
Workshop AcervA Paulista
Mais uma chance para aprender a fazer cerveja para iniciantes e curiosos.
O curso terá certificado e degustação de cervejas artesanais inclusas no preço. Vale muito a pena o investimento. Maiores informações: http://www.acervapaulista.com.br/witbier/index.php
sexta-feira, 6 de maio de 2011
Hoje é dia de #cervejadeverdade
Nós, os blogueiros sobre a cultura cervejeira e sua gama de sabores e variedades, queremos trazer as boas novas, informar e apresentar este vasto universo.
Nesta sexta-feira dia 06 de maio faremos a campanha#cervejadeverdade para mobilizar as pessoas que curtem ou querem conhecer esse universo cervejeiro.
Para participar basta twittar, blogar, colocar no facebook ou em qualquer lugar algo que remeta à cultura cervejeira junto com a tag #cervejadeverdade.
Já estamos nos TT's Brasil e queremos muito mais. As 14 horas vai rolar o forte do nosso movimento, então, vamos ficar logado neste horário e postar a TAG divulgando tudo o que sabemos sobre nossa bebida preferida, a #cervejadeverdade!
terça-feira, 29 de março de 2011
Othomânia Catarina

da série "Mitos sobre cerveja"
Em diversos bares, principalmente os que servem comida ou cerveja mexicana, é costume adicionar uma fatia de limão dentro da garrafa de cerveja, para dar um gosto especial (os mexicanos gostam bastante). A mistura, assim como com a Coca-Cola ou a vodka, apenas adicionam uma característica cítrica ao sabor da bebida, sem prejudicar qualquer outra propriedade (tem gente que acha que a cerveja com limão faz ficarmos bêbados mais rápido).
Existe, no entanto, um e-mail circulando na Internet, replicado nas caixas de mensagens e em blogs, com uma falsa afirmação de que a mistura pode matar em circunstâncias especiais. Afirma-se que o limão após cortado por muito tempo, quando em contato com a cerveja do tipo draft (aquelas long neck mais leves e claras) produz uma substância mortal. Essa mensagem é mentirosa e alarmista, apenas um boato que vive enchendo a Internet de bobagens. Vamos à análise da mensagem:
- As únicas referências para a morte de um homem em Camboriú relacionados a cerveja, boate, limão (!) são as replicações dessa mesma mensagem em diversos canais de perguntas e respostas, fóruns e blogs. Não há um só veículo de notícia que tenha falado algo sobre essa alegada morte.
- Os micro-organismos que a mensagem alega – sacarovictus coccus cevabacillus ativus – não estão presentes em cerveja, nem mesmo parecem existir (não encontrei nenhuma referência sobre ele). Para complementar, o vilão ácido cítrico está presente em cada célula do corpo humano. Se fosse verdade que esse ácido reage com o tal micro-organismo, se ele existisse e estivesse mesmo presente na cerveja, eu já estaria morto, aliás, todos nós.
- O autor da mensagem descartou a causa do problema como sendo salmonella pelo simples fato de terem comido apenas em casa? Como assim, salmonella está presente em níveis diferentes em tudo que comemos. Os níveis elevados é que nos causam problemas, normalmente intestinais. E esse nível elevado pode se dar em qualquer momento, sob qualquer justificativa, até mesmo uma mão mal lavada no momento do jantar.
- Ainda sobre “alimentar-se só em casa”, isso significa que o “irmão” bebeu a noite toda sem comer nada e depois colocou a culpa na fatia de limão!? Enxergam as discrepâncias da mensagem?
- A gota d’água é a frase final, onde o autor pede “humildemente” para repassar a mensagem. Corrente de boatos! Não faça isso, por favor. Você poderia até responder para a pessoa que te encaminhou, com o endereço dessa página, quem sabe ela aprende a não repassar mentiras sem pesquisar.
A única dica válida da mensagem é a de consumir o limão logo após cortado. Com o passar do tempo ele perde vitamina C e o próprio gosto azedinho característico.
Mensagem original
MICHELLE MARTINS CARVALHO MUNIZ
Fisioterapeuta Dermato FuncionalVenho, através desta, informar um desastre ocorrido, infelizmente, em minha família.
Viajei com meu irmão na passagem do ano para a famosa praia de CAMBORIÚ-SC. No sábado (04/01/06) fomos nos divertir em uma casa noturna chamada IBIZA onde havia muita gente bonita, ambiente aconchegante. Foi uma noite superdivertida. No domingo de manhã meu irmão acordou com fortes dores no estômago, febre alta e espasmos musculares.
De imediato levamos ao HOSPITAL SANTA INÊS em Balneário Camboriú. Muitos exames e 4 dias de internamento depois, de início, eu suspeitava que os médicos soubessem o que ele tinha, mas não queriam contar.
Falavam que, possivelmente, fosse uma Salmonella, mas eu descartei a possibilidade já que nossa alimentação havia sido somente em casa. No dia 08/01/06 meu irmão infelizmente veio a falecer e, como os médicos ainda não haviam nos passado o diagnóstico, contactei meu advogado que entrou em contato com o Hospital.
Tivemos uma reunião diretamente com o Diretor do Hospital. Para nossa surpresa o caso era o seguinte: as casas noturnas servem cervejas LONG NECK, e muitas pessoas pedem para que seja colocada uma FATIA DE LIMÃO para um ‘toque especial’ (e porque não dizer mortal).
Decidi fazer umas pesquisas por conta própria, já que tenho um amigo próximo, pesquisador da escola de biologia Universidade Federal de Santa Catarina. Desta forma, pude descobrir que, apesar de tudo estar sendo abafado pelos fabricantes de cerveja, o problema, está nos limões fatiados que não são utilizados prontamente, e muitas vezes eles são fatiados antes mesmo dos bares e restaurantes abrirem, durante a tarde. Ácido cítrico do limão ‘velho’ em ação com os conservantes estabilizantes excessivos presentes na cerveja são um paraíso para micro organismos já existentes naturalmente nas cervejas (Sacarovictus Coccus Cevabacillus ativus) se tornando um veneno letal tipo draft.
O resultado é a produção de uma toxina altamente nociva ao nosso organismo.. A sugestão para quem talvez não acredite nesta mensagem seria pedir que o garçom fatie o limão NA HORA E NA SUA FRENTE, isso minimiza e muito risco de qualquer tipo de infecção…
Peço humildemente que divulguem este e-mail, nada trará meu irmão novamente, mas muitas vidas poderão ser poupadas. Nessa até refrigerante com a famosa fatia de limão, ou a cuba libre.
PROTEJAM-SE E PROTEJAM OUTRAS VIDAS!
Não guardem o limão depois de cortado, nem na geladeira adianta!
Sabias disto? Eu não…
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
MAPA e sua relação com as Micros
"Tenho que expor ao nosso país que alguns setores do MAPA são escandalosa e ostensivamente perseguidores da pequena indústria cervejeira nacional. Vivemos numa situação de evidente oligopólio, com uma meia-dúzia de grandes cervejarias dominando 99% do mercado e o andar de baixo com cerca de uma centena de microcervejarias desunidas que não têm advogados caros, lobby em Brasília ou poder econômico, sendo massacradas.
quarta-feira, 2 de junho de 2010
Apaixonadas por cerveja - Bolsa de Mulher

Abraços
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Encontro aberto da Acerva em Pompeia - a festa
Neste último sábado, a AcervA Paulista realizou, juntamente com a Othomania e a Mec Bier, o Encontro aberto em Pompeia-SP.
Tudo começou as 10 hs da manhã com a visita à MecBier. Logo depois todos se encontraram na Othomania onde a cerveja nos levou atá as 2 da matina hehe.
Para ilustrar bem o nosso dia, nada melhor que visitar o blog dos Lamas, onde o David contou tim-tim por tim-tim nosso encontro no oeste paulista.
Vamos que vamos juntos, pois a AcervA Paulista tem ainda muito a mostrar em 2010.
quarta-feira, 7 de abril de 2010
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Notícia bombástica na cena cervejeira
Encontro aberto da Acerva Paulista em Pompeia
Dia 10 de abril teremos mais um encontro aberto da Acerva Paulista, desta vez será em Pompeia, terra da Mec Bier e da cervejaria Othomania.
Para sócios da Acerva Paulista em dia com suas contribuições o almoço será uma cortesia da Othomania/Mec Bier com direito a um acompanhante (caso confirmem a presença até dia 2 de abril). Para confirmações feitas depois do dia 2, o acompanhante pagará R$ 20,00 (até dia 7). Após esta última data o valor será de R$ 30,00. A ficha de inscrição será fechada no dia 07 de abril.
Para não-sócios da Acerva Paulista o valor do almoço será de R$ 30,00.
Para garantir sua vaga clique no link a seguir:
inscreva-se aqui
segunda-feira, 29 de março de 2010
Brew Day

Pessoal da Acerva paulista que estava comandando um dos equipas.
Pra dar continuidade - e também sustentar nossos corpinhos, já que "saco vazio não para em pé", um ótimo e farto churrasco na loja da Colorado, regado à muita Indica, Demoiselle, Falke e Bamberg, fora as diversas caseiras acondicionadas no gelo na caçamba da Marta Rocha.


O evento foi memorável! Parabéns ao Marcelo, ao Nikima e à todos que estavam envolvidos pela ótima e organizada recepção. Aproveito pra mandar um abração pro "japa" pelas cervas.

segunda-feira, 22 de março de 2010
Contra a violência: 20% de gorjeta
Senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) propõe que a gorjeta seja de 20% na madrugada
A solução para os 10% dos garçons ainda não está definido, mas isso não impede que mais projetos de lei venham para dificultar a já tumultuada relação empregador e empregado.
O projeto de lei do senado (PLS 472/09) prevê a cobrança de 20% de gorjeta para as contas que forem fechadas entre 23h e 6h do dia seguinte e não para por aí, a proposta de Crivella prevê ainda que as gorjetas recebidas constituam a base de cálculo das férias, incluído o adicional de um terço, bem como do décimo terceiro salário, do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e de outros direitos legais, contratuais ou convencionais dos trabalhadores do ramo.
A justificativa dada pelo senador chega a ser revoltante, e como de praxe repassa para o cidadão os deveres básicos do estado: segurança e transporte público. “Eles estão mais sujeitos a riscos de violência, sofrem com as dificuldades de transporte e estão submetidos a um grau de penosidade maior do que aqueles que trabalham nas primeiras horas da noite ou durante o dia”, afirma Marcelo Crivella.
NOTA DO BLOG: opa, adicional noturno serve pra que mesmo???
sexta-feira, 19 de março de 2010
Estilo Hommer Simpson

quarta-feira, 17 de março de 2010
Mostra reúne obras inspiradas em cerveja na Espanha
Fonte: G1
Uma mostra recém-inaugurada em Madri reúne obras de artistas plásticos contemporâneos inspiradas na cerveja. Intitulada Cerveja e Arte, a exposição traz pinturas, esculturas, colagens, fotografias e arte digital que retratam a bebida popular em vários países do mundo.

A última ceia', de Da Vinci, ganha versão inspirada na Cerveja Judas, por Pedro Grifol (Foto: BBC)
Veja mais aqui
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
Briga boa - e a máscara começa a cair
Ontem, 14/01/09, veio a tréplica. Vamos aos fatos:
A CERVEJA: BEBENDO GATO POR LEBRE
FOLHA DE SÃO PAULO - 18/12/09
É inexplicável que sejam tão omissas as autoridades brasileiras quando se trata da bebida nacional mais popular e de maior consumo
O BRASIL é o quarto maior produtor de cerveja, com pouco mais de 10 bilhões de litros por ano. A China é o maior de todos, com 35 bilhões, e os EUA são o segundo, com 24 bilhões. A Alemanha vem em terceiro, com uma produção apenas 5% maior que a brasileira.
Segundo norma autorregulatória da indústria cervejeira alemã, a cerveja é composta única e exclusivamente por apenas três elementos, cevada, lúpulo e água, tendo como interveniente um fermento. Tradicionalmente, o termo malte designa única e precisamente a cevada germinada.
O malte pode substituir a cevada total ou parcialmente. A malandragem começa aqui. Com frequência, lê-se em rótulos de cervejas a expressão "cereais maltados" ou simplesmente "malte", dissimulando assim a natureza do ingrediente principal na composição da bebida.
Com a aplicação desse termo a qualquer cereal germinado, a indústria cervejeira pode optar por cereais mais baratos, ocultando essa opção.
O poder da indústria cervejeira no Brasil (lobby, tráfico de influência etc.) deve ser imenso. Basta lembrar que convenceram as autoridades (in)competentes nacionais de que não estavam violentando normas que regulam a formação de monopólios ao agregar Brahma e Antártica -o que constituiria então cerca de 70% do consumo nacional- com o argumento de que só assim poderiam concorrer no mercado globalizado. Mas depois foram gostosamente absorvidas por uma multinacional do ramo, certamente uma forma sutil de realizar a concorrência prometida. E não foi tomada nenhuma providência.
Aliás, sempre que aparecia no cenário uma empresa nascente que, pela qualidade, pudesse despertar no brasileiro uma eventual discriminação quanto ao sabor, era ela acuada por todos os meios possíveis e finalmente absorvida, e sua produção, reduzida ao mesmo nível da mediocridade dos produtos das duas gigantes.
Aparentemente, o receio era o de que a população cervejeira, ao ser exposta a diferentes e mais sofisticados exemplos, desenvolvesse algum bom gosto e, consequentemente, passasse a demandar cerveja de qualidade.
A cerveja brasileira (com pequenas e honrosas exceções) é como pão de forma: mata a sede, mas não satisfaz o paladar exigente.
Para esclarecer a questão da má qualidade da cerveja brasileira, vamos fazer alguns cálculos.
A produção nacional de cevada tem ficado nos últimos anos entre 200 mil e 250 mil toneladas, das quais entre 60% e 80% são aproveitados pela indústria cervejeira. Essa produção agrícola tem sido suplementada por importação de quantidade equivalente. Em média, portanto, cerca de 400 mil toneladas de cevada são consumidas na indústria da cerveja no Brasil, presumindo-se que quase toda a importação tenha essa finalidade.
O índice de conversão entre a cevada e o álcool é, em média, de 220 litros por tonelada. Como as cervejas brasileiras têm um teor de álcool de 5%, podemos concluir que seria necessário que houvesse pelo menos seis vezes a quantidade de cevada hoje disponível para a indústria nacional da cerveja. Portanto, a menos que um fenômeno semelhante àquele do "milagre da multiplicação dos pães" esteja ocorrendo, o álcool proveniente da cevada na cerveja brasileira representa cerca de 15% do total.
Há pouco mais de duas décadas foi publicado um relatório de uma tradicional instituição científica do Estado de São Paulo segundo o qual análises de cervejas brasileiras mostravam que um pouco menos que 50% do conteúdo da bebida era proveniente de milho (obviamente sem considerar a água contida).
Como o índice de conversão de grão em álcool para o milho é 80% maior que para a cevada, podemos considerar que a conclusão do relatório em questão atua como álibi, pois satisfaria normas vigentes. Isso também explica a preferência dos produtores de cerveja pelo milho, pois os preços da tonelada dos dois cereais são aproximadamente os mesmos, apesar de consideráveis oscilações.
Esses números permitem, todavia, concluir que o milho (e outros eventuais cereais que não a cevada) constitui, em peso, quase três quartos da matéria-prima da cerveja brasileira, revelando sua vocação para homogeneização e crescente vulgaridade.
Outro determinante da baixa qualidade da cerveja brasileira é a adição de aditivos químicos para a conservação. O mal não está só nessa condição, mas na sua necessidade. O lúpulo em cervejas de qualidade, sejam "lagers", sejam "ales", é o componente responsável pela conservação -além, obviamente, de suas qualidades de paladar.
Depreende-se daí que os concentrados de lúpulo usados na cerveja brasileira são de baixa qualidade. O que é inexplicável e de lamentar, entretanto, é que as autoridades brasileiras, tão zelosas para com alimentos corriqueiros, sejam tão omissas quando se trata da bebida nacional mais popular e de maior consumo e permitam que o cidadão brasileiro beba gato por lebre.
ROGÉRIO CEZAR DE CERQUEIRA LEITE , 78, físico, é professor emérito da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), presidente do Conselho de Administração da ABTLuS (Associação Brasileira de Tecnologia de Luz Síncrotron) e membro do Conselho Editorial da Folha
A CERVEJA E O ORGULHO DE QUEM FAZ O MELHOR
31/12/2009
A indústria brasileira de cerveja zela pela qualidade de seu produto. Ela sabe que seu consumidor é exigente e tem muito bom gosto
EM ARTIGO publicado no dia 18 ("A cerveja: bebendo gato por lebre"), o físico Rogério Cezar de Cerqueira Leite atacou duramente a indústria brasileira de cerveja, lançando mão de argumentos ora incorretos, ora infundados, mas sempre injustos. Argumentos que precisam ser refutados em nome de um setor que goza da confiança e da preferência de milhões de consumidores, que foram inaceitavelmente desinformardos. Para deixar claro que não aprecia o produto que é feito no Brasil e consumido e aprovado pelos brasileiros, o autor se vale de números errados e premissas levianas que não levam à conclusão por ele desejada, a de que a cerveja brasileira é ruim porque elaborada de maneira enganosa, na base da "malandragem", utilizando-se de produtos de baixa qualidade, ludibriando o consumidor e afastando-o do que o autor considera "bom gosto".
A indústria nacional de cerveja possui tradição de mais de cem anos e tem orgulho de produzir bebidas de altíssima qualidade, assumidamente mais leves, menos encorpadas, mais refrescantes, mais digestivas do que similares europeias e condizente com o clima brasileiro e com o que deseja o consumidor. Ao contrário do que dá a entender o artigo, as grandes cervejarias obedecem à legislação brasileira, que determina que a porcentagem de malte (cevada submetida a processo controlado de germinação) contido no extrato que dá origem à bebida não pode ser menor do que 55%. Os demais cereais que o mestre cervejeiro usa nas fórmulas, dentro da lei e das boas práticas da profissão e da produção, são não maltados, ao contrário do que diz o autor, e empregados para alcançar as características que se pretende: mais malte é igual a cerveja mais encorpada e mais pesada; menos malte (respeitando o mínimo de 55%) é igual a cerveja leve, refrescante, suave. A segunda e incompreensível incorreção do físico vem no bojo de conta que ele faz para tentar convencer que a cerveja fabricada no Brasil utiliza outros produtos que não a cevada para ludibriar o consumidor. Prova: o Brasil não produz nem importa cevada suficiente para dar conta da demanda de malte dos fabricantes. De fato, não mesmo. Tanto que a maior parte do malte utilizado pelas grandes indústrias, algo em torno de 65% ou mais, é importado. Mas isso não entrou na conta do autor. Da mesma forma, ele desconsidera que mais malte ou menos malte na cerveja é antes de tudo uma opção do mestre cervejeiro na formulação de seu produto. Em algumas marcas de grande penetração no nosso mercado, esse percentual chega a 100%. Trata-se de opção técnica, cujo único objetivo é justamente produzir um produto de acordo com a preferência do consumidor, nunca enganá-lo. Claro que há gosto para tudo, tanto que fabricantes nacionais mantêm em seu portfólio inúmeras marcas importadas, belgas, alemãs e outras. Mas essas marcas ocupam uma faixa inexpressiva do mercado, por um motivo muito simples: a imensa maioria prefere a cerveja brasileira. Ainda para tentar convencer o leitor de que a "má qualidade" origina-se na opção por produtos ruins, o autor comete mais um erro: afirma que o índice de conversão do grão de milho em álcool é maior que o da cevada. Trata-se exatamente do oposto: a cevada tem rendimento de 67% na composição do extrato originário da cerveja, enquanto o milho atinge apenas 56% de rendimento. Há ainda a contestar um argumento leviano e duplamente incorreto. O autor diz que a tal "má qualidade" seria, também, decorrência da utilização de conservantes químicos. As cervejarias brasileiras de primeira linha não usam conservante por dois motivos: primeiro, porque é ilegal, trata-se de prática vetada pela legislação; segundo, porque totalmente desnecessário, já que a conservação da cerveja de boa qualidade é garantida pelo seu próprio processo de fabricação. Por fim, o autor mira suas baterias contra o lúpulo utilizado no Brasil, também este de "baixa qualidade". Talvez ele não saiba que o produto é importado da Europa (onde é utilizado inclusive no fabrico das cervejas alemãs, por ele citadas) e dos EUA, que mantêm rígidos padrões de qualidade para o produto. Esse nível de desinformação se choca frontalmente com o patamar de excelência em que se encontra a indústria brasileira de cerveja. Trata-se de um setor que investe permanentemente em pesquisa e inovação, dispõe das mais modernas tecnologias e zela pela qualidade de seu produto porque tem plena consciência de que, diferentemente do que pensa o autor do artigo, seu consumidor é exigente e tem muito bom gosto.
SILVIO LUIZ REICHERT, químico, mestre cervejeiro pela Doemens Fachakademie, da Alemanha, é vice-presidente de Inovação e Desenvolvimento Tecnológico da Anheuser-Busch Inbev.-
CERVEJA: O ORGULHO DE QUEM FATURA MAIS
ROGÉRIO CEZAR DE CERQUEIRA LEITE
Por que as cervejas belgas, inglesas e alemãs que usam lúpulo de boa qualidade não precisam de antioxidantes e estabilizantes?
Em texto anônimo, assinado por um certo Silvio Luiz Reichert e intitulado "A cerveja e o orgulho de quem faz o melhor" (30/ 12), a multinacional de capital estrangeiro Anheuser-Busch Inbev, proprietária da AmBev, responde ao meu artigo "A cerveja: bebendo gato por lebre" (18/12/09).
Entretanto, não responde à principal acusação, a saber, o engodo de que foi vítima o governo e o povo brasileiro pela fusão Antártica-Brahma, quebrando princípios e a legislação contra a formação de cartéis com a desculpa de que, fundidas, poderiam enfrentar a competição com multinacionais -para ser o cartel, em seguida, absorvido por empresa estrangeira.
Também não foi explicada a prática perversa de coação a cervejarias nascentes para depois absorvê-las e aniquilá-las ou banalizar seus produtos. Pois bem, a mentira tem muitas faces, como se vê em seguida.
1) Maranhão, mentira bem urdida (padre Vieira, "Quinto Domingo da Quaresma"). Diz o echadiço que "a maior parte do malte utilizado pelas grandes indústrias, algo em torno de 65% ou mais, é importado. Mas isso não entrou na conta do autor". Ora, ou o trombeta não sabe ler, ou é intelectualmente apoucado, ou é mal-intencionado, ou os três, pois foi exatamente com a soma da cevada produzida no Brasil com a importada que foram feitas as minhas contas.
2) Patranha, mentira para tolos, crédulos. Afirmei e reafirmo aqui que a taxa de conversão da cevada em álcool é de 0,216 L/kg, e de milho em álcool é de 0,388 L/kg. E o sofista responde com as taxas de rendimento "na composição do extrato originário", o que nada tem a ver com conversão em álcool. Os dados, em todo caso, podem ser encontrados por exemplo no estudo "Culturas energéticas e o etanol", de Tiago Mateus. O leitor interessado também pode encontrar os dados de importação e exportação em www.cnpt.embrapa.br ou www.quercus.pt e com isso repetir os meus cálculos. Cuidado, deputado federal Paulo Maluf (PP-SP), pois está sendo ultrapassado desavergonhadamente em seu recorde mundial.
3) Inverdade, eufemismo (Machado de Assis, "A Semana"). Diz o buzina que "as cervejarias brasileiras de primeira linha não usam conservante (...) porque é ilegal". Será que a legislação brasileira é diferente para cervejas de segunda linha? E quais são as cervejas de segunda linha que, de acordo com a legislação brasileira, podem legalmente intoxicar os brasileiros com conservantes?
4) Embuste, quando é calculada para enganar. Diz o passavante que conservantes não são usados por serem desnecessários. Então para que servem o antioxidante INS 315 e o estabilizante INS 405, como se lê em letras miúdas de quase todos os rótulos de cervejas da AmBev e das demais cervejarias nacionais? Será que a mudança de nomenclatura de "conservante" por seu sinônimo, "estabilizante", satisfaz o legislador brasileiro? Será que o sarabatana estaria chamando o brasileiro de analfabeto, incapaz de ler o rótulo, ou de idiota, pois incapaz de entender o que lê?
5) Patarata é mentira com basófia, ostentação. Diz o estafeta que o lúpulo que é usado no Brasil vem da Alemanha e dos EUA e, portanto, é tão bom quanto o usado naqueles países.
Mais uma vez ofende a inteligência do leitor da Folha e do brasileiro em geral. Importamos vinhos de excelente e de péssima qualidade da França, da Itália etc. Os de baixa qualidade são mais baratos. Importamos bons e péssimos filmes dos EUA.
A diversidade da qualidade do lúpulo alemão é, reconhecidamente, enorme. As cervejas americanas são quase tão "leves, refrescantes e digestivas" e homogeneamente banais quanto as brasileiras. Que o leitor experimente uma dessas vulgares cervejas americanas. (Aliás, se alguém precisa de digestivo, é melhor tomar sal de fruta Eno do que cerveja da AmBev. E o gosto não é muito diferente). Então por que as boas cervejas belgas, inglesas e alemãs que usam lúpulo de boa qualidade não precisam de antioxidantes e estabilizantes?
6) Intrujice, quando se abusa da credulidade de fraternos. E, agora, o maior dos sofismas, o abuso repugnante de um sentimento de brasilidade dentro da mesma técnica que a AmBev elabora suas indecorosas propagandas televisivas, que induzem o cidadão desavisado a consumir suas cervejas pela associação com objetos de desejos primitivos: carros de luxo, mulheres seminuas, fartos banquetes, ou seja, a peta da promessa de sucesso.
Os pífios argumentos do recadista apenas comprovam o baixo nível ético da empresa que o emprega.
Fonte: Folha de S. Paulo, página 3, dia 14/1/2010.
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
Cerveja e esporte... só rindo
Cada participante terá que beber em média 3,6 litros durante trajeto.
Vencedores receberão barril de 50 litros de chope.
Fonte: G1
E se beber cerveja fosse um esporte? Pois é mais ou menos essa a proposta da "Corrida da Cerveja", que será realizada em Brasília neste domingo (13) e já tem mais de 300 inscrições confirmadas. Mas os beberrões participantes terão que ir além do simples virar de copos. Enquanto entornam os em média 3,6 litros de bebida por pessoa, eles também terão que percorrer um trajeto de 3 km no centro da cidade.
A iniciativa de promover a corrida em Brasília partiu de dois estudantes universitários. Felipe Costa e Daniel Ribas são recém-formados em Relações Internacionais e contam que a ideia surgiu há duas semanas, por mero acaso. "A corrida já foi feita em outras cidades do Brasil com um formato diferente. Li sobre uma delas em um blog e sugeri para uns amigos que fizéssemos algo parecido, mas só o Daniel botou fé", conta Felipe.
No mesmo dia, Daniel criou um blog com as regras e e-mail para inscrições. Segundo eles, em 24 horas a página teve mais de 5 mil visualizações. "Mandamos um e-mail de divulgação sobre o blog só para uns 20 amigos, mas a repercussão foi enorme", afirma Daniel. O evento já conta até com patrocínio de uma choperia da cidade, que será responsável por parte da premiação.
Graças ao re-envio de e-mails e ao Twitter, o que começou como uma ideia para rir com amigos se transformou em um evento para centenas de pessoas. Daniel e Felipe afirmam que a equipe já conta com 15 fiscais que ficarão espalhados ao longo do percurso verificando irregularidades. Postos de inscrição foram montados ao longo desta semana em um bar da cidade. As inscrições pelo e-mail se encerram ao meio-dia desta sexta-feira (11), mas um último posto de inscrição será feito durante a noite.
Os dois organizadores garantem que não vão perder a chance de participar do evento, mas em uma categoria à parte. "A gente vai competir só pra brincar, em uma equipe com um barril de 20 litros de chope", antecipa Felipe.
Inspiração
Daniel e Felipe surgiram com a ideia de promover a corrida em Brasília após ler um post no blog de Daniel Bender, de 31 anos, jornalista e empresário. Ele narrou "lance a lance" uma corrida parecida realizada em 2007, em Taquari (RS). A ocasião era o aniversário do irmão de Daniel, Marco Bender. Ele conta que Marco trouxe a prática direto da Europa. "Meu irmão morou um tempo na Alemanha, em Munique, e lá é costume fazer esse tipo de coisa, mas sem o objetivo de competir. A ideia é pegar engradados e ir caminhando com os amigos pela cidade", disse Daniel ao G1.
Em uma segunda edição, Daniel Bender afirma que presenciou um recorde difícil de ser batido. "Alguns amigos conseguiram terminar um engradado entre quatro pessoas em 40 minutos, caminhando. Deveria ter uma entrada no Guinness para isso", brinca. Essa marca pode ser um desafio aos participantes da corrida deste domingo em Brasília. Os organizadores calculam que o tempo médio para terminar o trajeto será de uma hora e meia.
As regras incluem:
Equipes - Podem se inscrever equipes de duas ou quatro pessoas. A quantidade de cerveja para equipes de quatro pessoas é de 24 garrafas de 600 ml ou 44 latinhas de 350 ml ou 32 latões de 473 ml. Para duplas, se aplica a exata metade dessas quantidades
Trajeto - O percurso a ser cruzado é de 3 km. Os competidores deverão sair com os recipientes de cerveja cheios e chegar com os mesmos vazios – caso contrário serão desclassificados;
Recipiente - As equipes podem levar qualquer tipo de recipiente, contanto que ele não tenha rodas ou coisa do tipo
Ritmo - Os membros das equipes podem parar a qualquer momento para descansar, sentar debaixo de uma árvore, no meio fio ou antender à ligação de sua mãe preocupada por você ter acordado antes do meio-dia
Desclassificação - os competidores não podem desperdiçar cerveja nem regurgitar durante a corrida e devem guardar o lixo produzido em sacos plásticos que serão distribuídos. O contrário resultará em desclassificação
Premiação - os primeiros lugares nas categorias masculina, feminina e de equipe original receberão como prêmio um galão de 50 litros de chope, além de locação gratuita de kits para jogar paintball.
COMENTÁRIO DO BLOG: Acho que vou começar a correr.





