Pesquisar este blog

domingo, 22 de junho de 2008

III Concurso Nacional de Cervejeiros Caseiros da ACervA




A ACervA Mineira será responsável por organizar em 30/08/2008 o III Concurso Nacional da ACervA

Foram estabelecidas as seguintes categorias para esse concurso:

14-A - English IPA (prestigiando a escola inglesa)
15-A - Weizen (escola alemã)
18 - Belgian Strong Ale (prestigiando a escola belga)

O Concurso acontecerá em BH, reunindo o pessoal fera nas panelas.

O regulamento já saiu, e pode ser acessado na página da AcervA

Enquanto isso, vamos preparando as receitas, pois esse Concurso promete receber belos exemplares dos estilos estabelecidos.


Maiores informações com o pessoal da Acerva Mineira, ou no site deles.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

11º Expocachaça

Durante os dias 5, 6, 7 e 8 deste mês, foi realizada a 11º Expocachaça, no pavilhão da Expominas, em Belo Horizonte/MG. Nós da Mec Bier participamos expondo o equipamento dos nossos amigos "Fragas", que em breve estará chegando ao Rio de Janeiro para formar a Cervejaria Fraga.

A feira foi um sucesso: apesar de ser direcionada à cachaça, a cerveja marcou presença com as Cervejarias Wäls, Falke, Backer, Artesamalt e Trovense, além do pessoal da Acerva Mineira, que, por sinal, estão fazendo ótimas cervejas.

Fomos muito bem recebidos pela "comunidade" cervejeira de Minas, e pude constatar que lá não se faz só cachaça, mas também cerveja de alta qualidade.

Obrigada pessoal pelo grande evento, e nos encontramos no Nacional!

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Cervejaria Canoinhense

Este mês visitei uma cervejaria que talvez seja a mais antiga das artesanais do Brasil. É a Cervejaria Canoinhense, que fica em Canoinhas - SC, de propriedade do (lendário) mestre- cervejeiro Sr. Rupprecht Loeffler.

Eu já conhecia a fama da cervejaria, e, aproveitando a passagem por Treze Tílias, desviamos um pouco o percurso para chegarmos em Canoinhas.

A Canoinhense, fundada em 1908, produz 4 tipos de cervejas artesanais segundo receita que está com a família há 5 gerações. São elas: a Pilsen Jahu, a escura Nó de Pinho, uma Malzbier e uma Bock Porter (?) chamada Mocinha.

Os tonéis de carvalho e outros equipamentos foram trazidos pelo pai do Seu Loeffler há mais de 1 século e até hoje são utilizados na produção que, neste período, fica em torno de 1500 garrafas.

Juntamente à fábrica fica o bar da cervejaria, decorado com animais empalhados, onde os visitantes podem degustar as cervejas em grandes mesas de madeira, além de poder conversar com o próprio mestre-cervejeiro.

fachada da cervejaria





tanque de brassagem - de cobre alimentado com forno à lenha


resfriamento do mosto com ventilador


tina de clarificação - de carvalho


tanques de carvalho para armazenamento da cerveja pronta


degustamos a Jahu e a Nó de Pinho


bar da cervejaria com os animais empalhados


Seu Rupprecht Loeffler, de 91 anos, bebe 2 garrafas por dia. "Essa cerveja é medicinal" , diz.



terça-feira, 27 de maio de 2008

Bierbaum

Em mais uma visita à cervejarias, fui conhecer a Bierbaum, em Treze Tílias/SC. O município, localizado no meio oeste do estado, é conhecido como "O Tirol brasileiro", em referência à região de mesmo nome na Áustria. Isso porque Treze Tílias é a maior colônia austríaca fora da Áustria. A cidadezinha, de apenas 5 a 6 mil habitantes é muito bonitinha, toda em estilo Europeu.
Legal, não?
Pois bem, vamos falar da cervejaria...
Logo na chegada fomos recebidos pelo cervejeiro Rodrigo, que nos apresentou a casa (a cervejaria em si, e o restaurante Edelweiss, ao lado). Logo depois fomos experimentar o produto. São 3 tipos de cerveja: Pilsen, Premium e Bock, além de oferecerem a Pilsen com sabor de abacaxi, mas essa não vou comentar, pois não experimentei.
Os 3 tipos são muito bons, mas gostei mesmo foi da Premium, uma Pilsen mais encorpada, dourada e aromática. Assim, pensei... “claro, em uma cidade de colônia austríaca, é óbvio que a cerveja Premium, mais encorpada, seria a melhor!” Engano meu... a Pilsen, bem suave e clara, também é o carro-chefe da Bierbaum. Mas isso também se deve ao bom trabalho do cervejeiro e da família Bierbaum, que produzem um belo exemplar desse tipo que pra mim é o mais difícil e delicado de se fazer.
Por estar em uma cidade com pequena população, em uma região idem, esta cervejaria serviu de exemplo para mim de como bons produtos conseguem conquistar um bom mercado.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Nova Aquisição

Ontem foi anunciada mais uma compra realizada pelo grupo Schincariol. O alvo agora foi a cervejaria Eisenbanh, de Blumenau/SC. Para quem costuma passear pelos Blogs cervejeiros e outras páginas relacionadas, o assunto não é novidade.
Para mim também não, pois essa negociação não é recente. Mas como uma fiel defensora das cervejas artesanais, no fundo eu torcia pra que isso não acontecesse. Não que eu quisesse estragar os planos do grupo - e nem da Eisenbahn - mas é que eu temo muito essa estratégia da Schin.
Falo tudo isso pois não gostaria de ver acontecer de novo o que aconteceu com a Devassa. Conheci esta cerveja desde que era produzida terceirizada, em uma cervejaria onde meu pai era sócio, juntamente com os mestres-crevejeiros Kátia Jorge e André Nothaft.
Nesta época, e também durante os tempos em que foi produzida no bairro de Santo cristo, no Rio, as cervejas eram ótimas, o que as levou ao conhecimento de uma grande parte dos apreciadores de cerveja. No entanto, depois que a cervejaria mudou para a fábrica da Schin em Cachoeiro de Macacu, ficaram irreconhecíveis.
Mudou a cor, o aroma, o sabor, a espuma... tudo!
Sinceramente, torço para que realmente a Schincariol cumpra o acordo que fez com os donos da Eisenbahn de não mudar nenhuma fórmula... ou então o que podemos fazer é lamentar.

O que que vocês acham? Comentem.